domingo, 5 de fevereiro de 2012

O Som Brasileiro de Sarah Vaughan


O Som Brasileiro de Sarah Vaughan é um LP gravado em 1977 com produção de Aloysio de Oliveira e Durval Ferreira para o selo RCA. A diva do jazz interpreta, com sua voz grave e elegante, músicas de vários compositores brasileiros em versões para o inglês, acompanhada de grande talentos de nossa terra. É um disco que merece ser ouvido e apreciado sem moderação.


A lista de artistas convidados para participar deste LP é extensa:

- Milton Nascimento (voz e violão)
- José Roberto Bertrami (órgão, piano e arranjos)
- Novelli, Sergio Barrozo e Claudio Bertrami (baixo)
- Nelson Ângelo (guitarra)
- Robertinho Silva e Wilson das Neves (bateria)
- Danilo Caymmi e Paulo Jobim (flauta)
- Chico Batera, Ariovaldo, Luna e Marçal (percussão)
- Hélio Delmiro (guitarra)
- Edson Frederico (arranjos)
- Antonio Carlos Jobim (piano e arranjos)
- Mauricio Einhorn (harmônica)

Músicas:

A1. Bridges (Travessia) (Milton Nascimento / Fernando Brant / Versão de Gene Lees) acompanhada de Milton Nascimento
A2. If You Went Away (Preciso Aprender a Ser Só) (Marcos Valle / Paulo Sergio Valle / Versão de Ray Gilbert)
A3.Triste (Tom Jobim) acompanhada de Tom Jobim
A4.The Day It Rained (Chuva) (Durval Ferreira / Pedro Camargo / Versão de Ray Gilbert)

B1.A Little Tear (Razão de Viver) (Eumir Deodato / Paulo Sergio Valle / Versão de Ray Gilbert)
B2.Courage (Coragem) (Milton Nascimento / Versão de Paul Williams) acompanhada de Milton Nascimento
B3.Roses And Roses (Das Rosas) (Dorival Caymmi / Versão de Ray Gilbert) acompanhada de Dorival Caymmi
B4.Someone To Light Up My Life (Se Todos Fossem Iguais a Você) (Tom Jobim / Vinicius de Moraes / Versão de Gene Lees) acompanhada de Tom Jobim
B5.I Live To Love You (Morrer de Amor) (Oscar Castro Neves / Luvercy Fiorini / Versão de Ray Gilbert)

Até a próxima!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Joe Pass And Paulinho da Costa - Tudo Bem!


O LP Tudo Bem!, gravado em 1978 pelo selo Pablo e produzido por Norman Granz, traz o guitarrista Joe Pass (1929 -1994) e o percussionista Paulinho da Costa em arranjos que mesclam samba, bossa nova e jazz com grande maestria.

A guitarra de Joe Pass soa diferente de seus discos anteriores, mas sempre com belas passagens que se harmonizam muito bem com a percussão do experiente brasileiro Paulinho da Costa, músico que possui em seu currículo gravações em gêneros como blues, disco, soul, jazz, R&B, soft jazz, além de vários outros rítmos. Participam deste álbum Oscar Castro Neves (guitarra), Octavio Bailly (baixo), Claudio Slon (bateria) e Don Grusin (teclados), todos músicos de destaque. Confira no vídeo a versão de Corcovado:


Tudo Bem! é um disco que merece fazer parte da discoteca daqueles que gostam de boa música. O álbum também está disponível em cd.

Músicas:

A1.Corcovado
A2.Tears (Razao Le Viver)
A3.Wave
A4.Voce (You)
A5.If You Went Away

B1.Que Que Ha?
B2.The Gentle Rain (Chuva Delicada)
B3.Barquinho
B4.Luciana
B5.I Live To Love

Até a próxima!

domingo, 20 de novembro de 2011

Pink Floyd - Dark Side of The Moon (1973)


Dark Side Of The Moon é considerado por muitos como o melhor álbum de rock progressivo de todos os tempos, e não é à toa. Dificilmente alguém que goste de música de verdade consegue ouvir esse disco e passar incólume...algum tipo de sequela (positiva) vai ficar.

Uma arte de capa simples e cativante, músicas com arranjos magistrais e letras que abordam os problemas da sociedade atual, como a sobrevalorização do dinheiro, a falta de tempo, a guerra etc. O disco produzido em 1973 é perfeito e continua bem atual. Basta mencionar um trecho de "Time" e compará-lo à vida de muitos adolescentes de hoje:

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun

A química entre David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright em Dark Side of The Moon rendeu milhões de cópias vendidas por todo o mundo. O álbum é o 3o mais vendido de todos os tempos, e quem ainda não o ouviu, não sabe o que está perdendo.


O Pink Floyd transmitiu em outubro passado, via YouTube, o show The Dark Side Of The Moon, realizado em Wembley no ano de 1974. Se você não assistiu, vá correndo até esse link e baixe pois vale a pena!


Músicas:

A1. Speak to Me/Breathe
A2. On the Run
A3. Time/Breathe (Reprise)
A4. The Great Gig in the Sky

B1. Money"
B2. Us and Them
B3. Any Colour You Like
B4. Brain Damage
B5. Eclipse

Até a próxima!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Oscar Peterson & Stephane Grappelli (1973)


O encontro de grandes artistas do jazz não poderia ser mais feliz. Oscar Peterson (piano), Stephane Grappelli (violino), Niels O.H. Pedersen (baixo) e Kenny Clarke (bateria) gravaram este disco em Paris no ano de 1973, pelo selo AM - America Records. A combinação entre piano e violino apoiada pela competência do baixo e bateria trazem ótimos arranjos e melodias extremamente agradáveis. Sem dúvida um álbum que merece ser ouvido!


Músicas:

A1.Them there eyes
A2.Flamingo
A3.Makin' whoopee
A4.Looking at you

B1.Walking my baby back home
B2.My one and only love
B3.Thou swell

Até a próxima!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como se faz um disco de vinil?



A gravação de sons para reprodução no fonógrafo desenvolvido por Thomas Edison em 1877 foi o ponto de partida para o surgimento de várias tecnologias de registro sonoro que vieram em seguida. Como exemplo temos o gramofone com seus discos de 78 rpm, os decks de rolo e os carretéis de 7" ou 10 1/2" , além de outros dispositivos e diferentes formatos de mídia, chegando até a gravação digital dos dias de hoje.

Comercialmente, um dos produtos que mais se destacou foi o Long Play - LP, fabricado a partir dos anos 1950, que depois passou a ser chamado de disco de vinil, disco ou vinil, que era reproduzido em um toca-discos. O vinil, termo derivado do cloreto de vinila (PVC) que era a matéria-prima para sua fabricação, recebeu também apelidos, como por exemplo o conhecido bolachão, termo muito comum entre os discotecários de clubes e boates nos anos 1970 e 1980, entre os quais me incluo.


O disco passou a fazer parte sistemática da cultura brasileira na segunda metade da década de 1950. Embora fosse empregado para música, também foi usado para gravar histórias infantis, programas de rádio, discursos de políticos e assim armazenar diversos arquivos sonoros. Mas como se faz um disco?

O processo de fabricação é longo e complexo, iniciando-se no projeto do trabalho (escolha de repertório, estúdio, músicos, arte de capa etc) e terminando quando o produto é colocado dentro da capa e fica disponível para distribuição e venda nas lojas.

Selecionei alguns materiais que explicam bem esse processo:

- Revista Somtrês, edição 21, Setembro/1980 (clique na imagem para ler).

Como se faz um disco?

- Matéria produzida pelo programa RJ TV na Polysom do Rio de Janeiro:




- Matéria produzida pelo programa Altas Horas na Polysom do Rio de Janeiro:


- Programa do Discovery Channel (em inglês):

Parte 1

Parte 2

E como disse o Ricardo Cravo Albim, a hora da verdade fica reservada ao ouvinte quando coloca o disco no prato de seu toca-discos e ouve o resultado. Mas isso é uma outra história que será contada em nova postagem.

Até a próxima!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Concerto Planeta Terra (1989)


O álbum duplo Concerto Planeta Terra traz músicas do show de mesmo nome realizado no Parque do Ibirapuera - SP, em março de 1989, reunindo Nivaldo Ornelas, Nelson Ayres, Márcio Montarroyos e Toninho Horta. As músicas fazem alusão aos quatro elementos - ar, terra, fogo e água, e a riqueza melódica dos arranjos leva à reflexão sobre nossa relação com o planeta.


Concerto Planeta Terra foi produzido pela gravadora Mobile e patrocinado pela IBM do Brasil, com participação da Orquestra Sinfônica de Campinas e do Coral IBM. É um disco que deve ser ouvido não somente com os ouvidos mas também com o coração.

Músicas:

Disco 1

-Nivaldo Ornelas - Ar
A1.1º Movimento: Abertura
A2.2º Movimento: Rock Novo
A3.3º Movimento: Variações sobre um Tema dos Beatles(Here, There and Everywhere)

-Nelson Ayres
B1. Água

Disco 2

- Márcio Montarroyos
A1. Fogo

- Toninho Horta (Terra)
B1.1º Movimento
B2.2º Movimento
B3.3º Movimento

Até a próxima!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Embalando um toca-discos para viagem

1. Introdução

O toca-discos é um equipamento de áudio que tem partes bastante sensíveis e normalmente é muito difícil conseguir um equipamento usado com a caixa original do produto, que é a mais adequada para seu transporte. Desta forma quando alguém vende um toca-discos precisa improvisar alguma embalagem para enviar o equipamento ao comprador, o que pode causar danos caso isso seja feito de maneira inadequada.

A sugestão apresentada a seguir pode ser aplicada a aparelhos de diversas marcas e modelos. As fotos mostram um Pioneer PL-530 vendido usado (no estado) e enviado por transportadora de Recife-PE para Macaé-RJ. De acordo com o comprador, o equipamento chegou ao destino sem nenhuma avaria em função da qualidade do processo de embalagem.


2. Processo de embalagem

Uma boa embalagem deve proteger contra choques e evitar que partes pequenas possam se soltar durante o transporte e quebrar outras frágeis como o braço e a tampa acrílica.

Inicialmente retira-se a tampa e suas dobradiças. A tampa deve ser embalada em plástico grosso ou bolha, sem as dobradiças.


O headshell é retirado para desmontagem do conjunto cápsula/agulha e parafusos e acondicionado em separado. A agulha deve ser protegida com espuma ou isopor para evitar dano.


São retirados o prato, tapete de borracha, peso e adaptador de 45 rpm. Essas partes são acondicionadas em uma pequena embalagem que cabe no fundo da caixa onde será colocado o toca-discos. Aqui também são colocadas as dobradiças e a caixinha da cápsula/agulha.


Todos são protegidos com plástico e encaixados com firmeza de forma a não se soltarem no transporte. Aqui foi usado isopor e papelão para preencher os espaços da caixa.


A embalagem é fechada e na parte externa são enumerados os componentes embalados.


A base requer cuidados devido ao braço, alavancas e cabos. Os cabos de áudio e de força devem ser presos com fita adesiva abaixo da base. O braço deve ser travado e protegido para evitar que se solte no transporte.


Foi usado papelão, isopor e fita adesiva para proteger e prender as partes do braço e alavancas, evitando que fiquem sem apoio ou se soltem. O headshell veio no braço mas pode vir separado também.


A base é embalada em plástico grosso (ou bolha).


A tampa é colocada sobre a base na sua posição de uso, e ambos são embalados em um mesmo plástico.


Na fase final do processo, separa-se a caixa que será usada para transporte e algumas placas de isopor.


Coloca-se isopor no fundo da caixa e sobre ele é colocada a embalagem contendo as partes menores. Os espaços laterais são preenchidos com isopor.


Coloca-se a base (os cabos estão sob ela) e a tampa dentro da caixa. Os espaços laterais são preenchidos com isopor.


Coloca-se uma placa de isopor para completar o espaço interno superior. Fecha-se a caixa com fita adesiva. Para aumentar a proteção pode ser usada outra caixa por fora da 1ª.


A transportadora contratada foi a Jadlog, que recomenda colocar avisos de “Frágil” e “Este lado para cima” na parte externa. Após colar etiquetas do remetente e do destinatário a caixa está pronta para transporte!


Até a próxima!